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2016: para um novo consumidor uma nova economia

Sexta-feira, 01.01.16

O consumidor está a tornar-se cada vez mais exigente, o que implicará mudanças ao nível do marketing das empresas. Será inevitável.

Pegando no exemplo das telecomunicações, que parece ser a área com mais reclamações, podemos identificar já algumas:

- o marketing agressivo não convence: incomodar os potenciais clientes e obrigar os empregados ou estafetas (em todo o caso é subemprego) a bater às portas;

- propostas tentadoras aos novos clientes que vão chocar com as condições do tarifário dos clientes em período de fidelização;

- informação pouco clara sobre as taxas incluídas no contrato: o exemplo mais flagrante foi prolongar os custos da instalação, a ser incluídos na factura durante o período de fidelização, a partir desse prazo, o que é fraude ou simples roubo;

- o próprio período de fidelização, que obriga o cliente a manter-se durante 2 anos numa operadora.

Na AR já se debateu o tema sobre o período de fidelização e sobre o prolongamento do pagamento dos custos da instalação. Esperemos que daí resulte alguma protecção para o consumidor. 

 

O novo marketing é inteligente. A inteligência é criativa e gosta de surpreender positivamente. Em vez de invadir o espaço do potencial cliente, surpreende-o no espaço adequado, que hoje é a internet. Um site bem organizado, apelativo, que disponibiliza toda a informação, que recolhe as opiniões dos clientes, que responde a essas questões, que facilita o contacto e não deixa ninguém pendurado ao telefone, etc..

O novo marketing respeita o cliente: um novo cliente vale tanto como um cliente fidelizado, se tem direito a bónus, os restantes também têm. É o princípio da equidade e da noção da grande comunidade (os seus clientes).

O novo marketing baseia-se na confiança. E essa condição básica conquista-se com uma informação clara e verdadeira. Informação é, aliás, o trunfo do novo marketing, apoiar os seus clientes em todas as situações previstas, mesmo a informação especializada.

O novo marketing não exige período de fidelização, embora procure fidelizar os clientes. Esse é o seu grande desafio.

 

Das operadoras de telecomunicações passamos para a EDP: o preço da energia deveria ser revisto. Assim como o IVA.

Caso isso não seja possível, facilitar às famílias o investimento em energias renováveis: solar e eólica. Aqui o papel das autarquias vai ser fundamental. Apoiar a eficiência e a autonomia energéticas. 

Aliás, veremos reforçar o papel do poder das autarquias no apoio social a vários níveis, de forma inteligente e criativa.

 

O fornecimento municipal da água deve permanecer público. Se a energia é fundamental, a água é imprescindível.

O trabalho aqui será essencialmente, como tem sido até agora: informar e sensibilizar para a eficiência na sua utilização.

 

Áreas industriais e comerciais favorecidas pela nova cultura do consumo: novas tecnologias; aplicações úteis para smartphone; laboratórios científicos; energias renováveis; reciclagem; construção e reabilitação com eficiência energética; materiais que permitem essa eficiência; cidades inteligentes; transportes públicos; restauração; segurança pública; protecção civil; saúde (especialmente a geriatria); a área social (apoio domiciliário e actividades culturais); projectos educativos; dinamização da economia da partilha e colaboração; o co-working; viagens; turismo, etc.

 

Áreas industriais e comerciais que serão desafiadas a mudar: a área financeira; fontes de energia convencional (petróleo; carvão, etc.) ; o controle privado da água potável; a agro-pecuária; a grande indústria agro-alimentar; construção convencional; indústria automóvel; os mega-espectáculos; segurança privada; telecomunicações, etc.

 

 

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 09:53

Definam-me, por favor, "adaptação", "especificidades" e "excepção"

Sexta-feira, 26.11.10

 

Glup! O governo deve pensar que somos muito mas mesmo muito estúpidos! "Adaptação às especificidades" não é abrir "excepções"? Definam-me, por favor, "adaptação", especificidades" e "excepção".

Se não são excepções, porque não se procede da mesma forma para todos os cortes? Também vão "adaptar" o corte do abono de família às "especificidades" familiares (famílias de fracos recursos, famílias numerosas, etc.)?

É que além de procederem de forma francamente imoral, ainda continuam a mentir descaradamente.

E, no entanto, numa democracia de qualidade, os cidadãos deveriam ter acesso aos dados concretos: onde e a quantos, vão abrir excepções? Quanto custarão essas excepções aos contribuintes?

E não apenas estes dados, muitos outros dados a que não se tem acesso.

 

Mas a novilíngua socialista tem outros termos. Repare-se, a propósito da continha da EDP: os "custos de interesse geral" são os tais onde se metem as energias renováveis (investimento forçado do contribuinte numas empresas que operam de forma corporativa no mercado), algumas taxas municipais, etc. Estes custos, na novilíngua, são considerados "adequados". Adequados para quem? Para os lucros de uma empresa que opera no mercado como monopólio? E, novamente, não deve o cidadão-contribuinte-accionista forçado dessas empresas corporativas e da outra, um monopólio, ter acesso à conta corrente? Deve.

Ah, e não esquecer a famigerada taxa audiovisual para sustentar a inutilidade pública da RTP e afins (rádio pública).

Já está a decorrer uma Petição no sentido de "adaptar" a continha da EDP ao bolsinho do contribuinte na "especificidade" conjuntural de país falido.

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 11:33








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